
Hoje eu acordei com a saudade.
Saudade injusta de alguém que se pode matar a saudade.
Alguém que ainda existe e existirá eternamente, pois foi assim que disse ser. I-mor-tal.
Eu sinto um incomodo nó na garganta já faz algum tempo...
Esse nó deve ter atingido minha traqueia também...
Dificultado minha respiração. Fazendo com que aqueles problemas respiratórios que me atormentavam, e eu nem lembrava mais os sintomas, voltassem, tudo de uma vez só.
Minha falta de ar, nem aquela fumaça da inalação faz passar, porque nenhuma neblina deixará menos visível o que eu criei em mim, o que aconteceu.
O que esta acontecendo é que tudo não passou.
Não vai passar.
Lá vai ficar,
sempre vai estar ali.
Com o mesmo olhar, o mesmo cheiro, o mesmo sorriso.
Não importa quanto tempo vou ficar na minha cama de baixo das cobertas,
Não importa quantas coisas materiais irei jogar fora para anular recordações.
Não há nada que anule lembranças do que foi bom.
E isso sempre me arrancará lágrimas,
Lágrimas de saudade.
##~
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